Comunicação, Curiosidades

Sensibilidade Comunicativa


Sensibilidade – Uma palavra bonita e simbólica, mas que na prática parece estar cada vez mais em desuso. Nos processos de comunicação a sensibilidade (também chamada de feeling) dita o sucesso dos negócios. Aliás, ter sensibilidade deveria ser pré-requisito aos ingressantes no mundo comunicacional (é uma pena que ninguém fala isso aos vestibulandos de comunicação social).

Posso estar sendo radical, mas creio que na comunicação (em especial nas Relações Públicas) ser sensível é vital. Não escrevo sobre a sensibilidade romantizada que traz a nossa mente a idéia de mocinhas chorando. Discorro sobre ser sensível às necessidades, às expectativas de todos os envolvidos no processo de comunicação.

Ao passo que as mídias sociais passaram a fazer parte dos relacionamentos corporativos, também ficou visível a falta de sensibilidade da maioria dos nossos comunicadores (repito, a maioria, não todos). Numa arena predominantemente opinativa, é perceptível o ar de “falo o que quero e me ouve quem quer”, mas a intersecção pessoal-profissional é intransponível. Somos um universo de sentimentos e não uma bolha, que distingue twitter pessoal do profissional, por exemplo. A presença dos comunicadores nas mídias sociais deveria ser, a meu ver, educativa e propositiva, baseada em conhecimento sólido e em busca de legitimidade. Observo, porém, expressiva repercussão de textos mal escritos e com grotescos ataques ao bom português, erros primários de posicionamento nas mídias sociais, uso excessivo de palavras pejorativas em críticas a marcas (o que depõe contra qualquer argumentação), entre outros. Para quem trabalha com comunicação: falta de sensibilidade.

O olhar atento e cuidadoso ao estar presente nessas mídias sociais é fundamental ao comunicador. Não dá para perder o respeito por todas as outras partes do processo de interação, postando opiniões sem base de argumentação. É necessário pensar antes de agir: em que medida isso é realmente útil para quem está interagindo comigo nesta plataforma? Essas atitudes denotam bons hábitos de um RP: perceber os anseios das audiências e pensar estratégias de relacionamento a partir dessa percepção.

Comunicadores, resgatemos nossa sensibilidade. Façamos antes que seja tarde (ainda não é?).