Comunicação

Sobre a cabeça do recrutador de Social Media

Desde que assumi uma função de gestora, passei a atuar na seleção de profissionais para minha equipe e, às vezes, auxiliando outros heads. Já passei por situações inusitadas, casos de empatia instantânea e algumas decepções.

Rabisquei estes itens abaixo, pois toda vez que dou início a um processo seletivo me preparo para os mesmos equívocos, para a mesma falta de consideração com o tempo do recrutador e para o mesmo questionamento sobre o meu (elevado) nível de exigência.

Candidado, para cada vaga, recebo inúmeros currículos iguais ao seu.

Fato 1: não irei responder a todos (por tempo e por volume), mas, você pode se diferenciar: comece escrevendo um email sucinto, mas que deixe claro que você conhece o mínimo da empresa em que quer trabalhar e que mostre que sua experiência é compatível e coerente com vaga. Nunca, jamais, em hipótese alguma, encaminhe apenas o currículo anexo (sem mensagem de email), pois irá direto para a lixeira. Da mesma maneira, selecione as vagas por compatibilidade e com funções que goste e já tenha desenvolvido bem, ou seja, não faça spam com seu currículo. 

Fato 2: agindo desta maneira, você já estará à frente de 80% dos candidatos.

Você pode dizer “Não tenho experiência, quero trocar de área, sou principiante na principal atividade da vaga divulgada..”. Venda sua paixão. Não tem coisa mais brochante para um recrutador do que gente morna.  A vida é muita curta para viver sem paixão e, nos casos do início do parágrafo, ela torna-se sua principal aliada, pois vai ser o combustível para você aprender o que não sabe (com qualidade e de forma rápida) e tornar-se um profissional indispensável à equipe. 

 

Comprometa-se! Com o horário, com responder educadamente desde o primeiro e-mail, com falar a verdade na seleção, com a entrega do teste, se for classificado, com o que você deseja… Trabalhar com Social Media parece brincadeira, mas não é, por isso é super importante mostrar que conduz a sua profissão de maneira séria, com respeito ao que faz e ao que quer fazer. 

 

Sobre os testes: Há algum tempo, comecei a aplicar testes para as contratações. A ideia inicial é de que fossem classificatórios, pois são sempre relacionados diretamente à área de atuação da vaga. A experiência, no entanto, fez com que se tornassem eliminatórios. Pelo menos a metade dos candidatos que promete entregar o teste, some. Isso mesmo: chá de sumiço. Nada de e-mail avisando que foi contratado em outro emprego, que não teve tempo para fazer a entrega, que o cachorro comeu o briefing. Nada.

Quando recebo os testes, meu coração palpita – pelo simples fato de tê-los recebido e pela expectativa de ver um resultado bacana. Eu, pessoalmente, todas às vezes em que participei de processos seletivos, busquei fazer entregas que causassem ótima impressão no recrutador, de um trabalho além do que foi demandado, com qualidade e, de novo, paixão. Além de conhecimento é preciso querer fazer e é para esta análise que servem os testes pré-contratação.  

Tenha apego à sua entrega: com o conteúdo, o visual, os prazos, o equilíbrio entre análise quantitativa e qualitativa, quando for o caso. Gente que faz o que precisa ser feito e não apenas o que foi solicitado vale ouro. Se você transmitir isso no seu teste, suas chances de ser o selecionado são gigantes.

Por final, seja você mesmo. Fale do seu jeito, transmita sua essência e seja verdadeiro com você mesmo. Não existe regra pra ser escolhido, mas há uma série de pequenos cuidados que te colocam à frente dos outros candidatos e se você não foi selecionado agora, ficará marcado para as próximas vagas ou mesmo indicações 🙂

 

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